segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Reabilitação


      Clínicas de recuperação de drogas são instituições que normalmente seguem o mesmo padrão de tratamento para todos os pacientes, baseando-se em alguma religião ou em grupos de auto-ajuda, uma clínica de recuperação de drogas e álcool mantém um tratamento tradicional de desintoxicação e mudança de comportamento a través de lições e ensinamentos que são aplicados a todas as pessoas de forma geral, tratando todos os casos da mesma forma.

       Algumas clínicas de reabilitação possuem uma metodologia diferente, como é o caso do Centro de Reabilitação Estância Morro Grande, que mantém um tratamento clínico, psiquiátrico e fundamentalmente psicológico, onde cada caso é um caso e com isso o tratamento deve ser o mais individualizado possível. Não se baseia em nenhuma religião, apesar de aceitar todas, não segue estritamente nenhum modelo de auto-ajuda, apesar de aceitar e acreditar que os mesmos funcionem para muitas pessoas, permitindo que sejam praticados por quem quiser.

      Entender o sistema público de saúde brasileiro, especificamente no que diz respeito à reabilitação de usuários de drogas, é resgatar de onde vem a concepção de saúde trabalhada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma agência oficial das Organizações das Nações Unidas (ONU), é a partir dela que uma série de diretrizes a cerca da saúde são encaminhadas para os países membros.

        O Brasil, como um desses membros, se apropria e segue as concepções adotadas pela OMS, deliberadas, em território nacional, pelo Ministério da Saúde.

    De acordo com essas diretrizes não existe tempo específico para o processo de desintoxicação dos usuários de drogas, com um tempo médio entre dois a cinco dias. Essa etapa, de desintoxicação, compreende o processo de reabilitação de usuários de drogas.

     Wagner, Apoiador institucional do Centro de Apoio Psicossocial Álcool e e Drogas (CAPS), explica que o corpo de uma pessoa que usa drogas de maneira abusiva exige, gradativamente, maior quantidade da droga para conseguir o mesmo efeito inicial, já que ele se adapta aos efeitos.

“Quando a pessoa não usa a droga, o organismo apresenta um quadro de sinais e sintomas, que são pela ausência da droga, bastando a pessoa voltar a usar para não apresentar os sintomas. Esse quadro é o de dependência,onde a pessoa precisa da droga. O sujeito que é usuário crônico e tenta parar sozinha pode vir a óbito. Se ele for diminuindo aos poucos ou tiver suporte médico provavelmente ele não virá. Essa é uma coisa que precisamos ter em mente”, explica o representante do CAPS.

        O quadro de desintoxicação se configura, por tanto, na retirada da droga do usuário, no conseqüente internamento do paciente, substituindo a droga por um medicamento psicotrópico – que alteram o funcionamento do sistema nervoso central (medicações psiquiátricas, café, cocaína, etc). É provável que após o internamento, o usuário em tratamento precise continuar tomando o remédio.

         A droga não se limita à alteração do corpo físico, mas também do psicológico – que trabalham em consonância. São os motivos psicológicos, diretamente influenciados pela condição social-cultural-econômica do indivíduo, que estimulam o uso da droga. Segundo estatísticas, 92% das pessoas que passam por clínicas de reabilitação, fazendas religiosas, ou outros locais com a mesma finalidade, voltam a usar drogas de maneira abusiva em até seis meses.

A conclusão possível de se chegar após tal afirmação, é que a reabilitação não se limite à assistência clínica, de desintoxicação, mas que haja todo um aparato de assistência pública social e psicológica que inclua esses indivíduos socialmente, seja em seus núcleos familiar, seja em sua comunidade de origem, seja na sociedade como um todo. Os dois CAPS voltados a reabilitação de usuários de drogas em Aracaju travam seu trabalho junto a vários profissionais, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, etc.


Uso e abuso, o direito à escolha.

        Do ponto de vista daqueles que mantêm a saúde pública, o ideal seria que as pessoas não usassem drogas, devido aos investimentos necessários para a manutenção do sistema. Como isso é impossível, o aconselhável são determinadas precauções por parte do usuário, como não dirigir ao escolher beber, por exemplo.

       Existem algumas diferenças entre aqueles que usam drogas. Há aquelas pessoas que usam drogas quando querem, no final de semana com os amigos, é o que chamam os especialistas da área de uso recreativo. As pessoas que se utilizam da droga dessa forma não tem problemas com ela.

      Mas há aqueles que abusam da droga, e isso ocorre quando as pessoas perdem sua capacidade de escolha, de autonomia. Wagner Mendonça acredita que se o foco da pessoa, ou da família do paciente, em muitos casos, for parar definitivamente é complicado.

        O tratamento consiste em conhecer o paciente, onde o paciente está inserido, o que ele gosta de fazer, em quais momentos o abuso da droga atrapalha o desenvolvimento de uma atividade. “Então você vai lidar com um adolescente que está usando droga de maneira abusiva e fala para esse adolescente não usá-la, ele não vai fazer isso. Mas aí a gente descobre que ele gosta de futebol, e descobrimos também que ele não tem um rendimento tão bom por causa do abuso das drogas. Ele escolhe provavelmente diminuir para ter um melhor rendimento no esporte”, disse o representante do CAPS.
         

Fonte: 

2 comentários:

  1. Discutimos e chegamos a conclusão de que o governo deveria investir mais em clínicas de reabilitação de usuários. As pessoas que vão as clínicas de reabilitação são aquelas que estão conscientes do quão mal as drogas fazem e querer se auto ajudar. Quantos mais preparadas e estruturadas as clínicas forem, melhor será a reabilitação de um dependente químico. Ass: Grupo de drogas ilícitas da 805 (Nicole Schons, Bellei, Laura G, Mariana, Borda e Mickael)

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  2. Olá, tudo bem?
    Gostaria de desenvolver uma oficina para seus atendidos com objetivo de produzir um livro exclusivo retratando sua própria história pessoal ou familiar, reunindo textos e imagens.
    Assim vão poder exercitar a memória e resgatar os passos da sua “caminhada” através de uma dinâmica atrativa e motivadora, que vai ajudar no autoconhecimento, na melhoria da autoestima e na descoberta de potencialidades – etapas importantes no processo de reabilitação.
    E poderão ser inseridos temas dessas trajetórias únicas no contexto de algumas terapias para serem compartilhados com os demais, como ferramentas motivacionais positivas para todos.
    Sou escritor de trajetórias pessoais, familiares e corporativas com 37 anos de atuação. Tenho experiência e metodologia para conduzir essa atividade, que poderá ser um grande diferencial para fidelizar e gerar novos pacientes, entre outros benefícios.
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    Oscar Silbiger / Diretor
    Vida Escrita
    Rua Elvino Silva, 285
    Vila Brandina - Campinas / SP
    Tel.: (19) 99217-7849 WhatsApp
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